Engraçado, parece que o acaso faz questão de desorganizar tudo. Não sabe guardar o melhor pedaço da refeição para o final. Aquele maior camarão do prato, ou o pedaço mais suculento da picanha... Um momento o sol brilha e todo amor do mundo está ao seu lado, os sorrisos são brancos e belos como os sorrisos dos filmes que eu detesto, mas como uma chuva de verão cai a tempestade e leva embora a porra toda numa enxurrada. Não entendo de onde vem o rio que levou , nem de onde veio o resgate de outra. Sei que uma saiu voando no primeiro voo possível. Ficou tudo molhado por aqui, procuro meus cigarros no bolso e percebo que se desfizeram na chuva e nenhum lugar está aberto para comprar mais. Preencher vazio de tempo gasto em vão . E o pior é que nem boas histórias me rendem mais...
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terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Seus olhos fecham e abrem sem pressa. A calma de terras distantes. Ela traga seu cigarro- marlboro light, sempre fiel- profundamente, abaixa o olhar para o chão e esboça um sorriso resmungando algo que não consigo entender e permitindo à fumaça que saia e contemple sua beleza. Sua pose de Belle de Jour me encanta mais à cada segundo. Ela termina o cigarro jogando-o no chão ao mesmo tempo em que assopra a fumaça restante. Pisa suavemente com seus pé calçados com um sujo all-star e acaba com a brasa restante, nesse momento levanta o olhar e me olha nos olhos. Esse olhar me penetra de uma forma que jamais vi, ela impossibilita qualquer reação, como se me amarrasse e me obrigasse a olha-la para o resto da vida. Eu obedeço, apenas a olho, e ela sorri um sorriso de Mona Lisa, mantém seu jeito blasé e me dispara uma pergunta, que não entendo. Não sei se não entendo por causa da língua, ou se a culpa é do meu estado de inércia perante àquele olhar. Ela repete e a respondo alegremente, ela retoma seu sorriso blasé e olha para o lado enquanto sabe que a olho sem vergonha nenhuma. Um gole do drink e volta à encarar o chão. Pego a carteira de cigarros e a ofereço um, ela o aceita agradecendo com um obrigado desajeitado, acendo seu cigarro e acendo um para mim também. Uma conversa esfumaçada em línguas variadas até o ciclo voltar e eu me prender a contemplá-la. Por mim faria isso pelo resto da vida. Me alimentaria do gosto dos seus lábios, mataria minha sede com o verde água de seus olhos e morreria feliz quando o coração parasse .
domingo, 17 de março de 2013
Quem vem me dizer o que é certo ou errado? Para o inferno com suas convenções da realidade! Prefiro a realidade alterada, entorpecida por litros de vodka barata. Tocaram o puteiro aqui ao lado e ninguém ousou reclamar do barulho. Os porcos perambulavam pela rua sem se importarem com nada, pagaram a cerveja, cederam uma carne, tá tudo certo, no esquema. Milhões de cigarros , bitucas para todos os lados, mas ninguém vê o desespero. O Bong relaxa ao lado, seus olhos cansados de ver tristeza fecham-se lentamente ao som da música. O mundo segue lá fora, aqui dentro o mundo desaba num terremoto diário que não mata, mas fere, fere fundo. O mal do século, culpam a música pop, a internet, talvez seja, talvez não, a verdade é que não faz diferença. A festa continua no vizinho, Crianças sorrindo passam correndo sem se preocuparem se irão cair ou não. O vizinho reclama do cheiro, sente-se ofendido. Que se foda, que se ofenda, que reclame. Os olhos voltam a se abrir numa festa de sangue, mais um trago, mais um gole. O cigarro vai se acabando, o gosto de horas de nicotina é desagradável até para quem o fuma, o cheiro impregna no cabelo, nos dedos, é o cheiro do desespero, o cheiro da tristeza, a companhia que sai cara. O cigarro queima entre os dedos e ele o contempla, é o penúltimo, ainda são duas horas da manhã, terá de sair para comprar mais, mas não tem nada aberto por perto. Foda-se, fuma-se erva , até melhor, o cheiro é menos triste . Remédios para dormir nunca funcionaram, O relógio não para , avança sem pena alguma. Na televisão só o que se tem é a merda pornográfica de sempre. Putaria disfarçada com roteiro de quinta . A poesia atormenta a cama amarrotada que sente falta daquela pele que nunca mais voltou. Mais uma dose batida com uns comprimidos achados na bolsa que a velha largou numa mesa de bar, com sorte rola algo de bom, quem sabe não volta a imagem do corpo na cama vazia e triste. Seu cachorro lambe o saco e olha com cara de tédio sem entender o sentimentalismo barato dele. É tão difícil esquecer algo, alguém... Acende o último cigarro e senta na janela para sentir-se vivo. A noite é quente, mas bate um vento confortante. Vem um som do computador, combustível da paranoia. Ninguém dorme na cidade.
sábado, 9 de março de 2013
Paranoia
Encaro a folha branca, não há dose certa. A arma está apontada pra cabeça e pronta para cuspir, falta apenas a ordem de despejo . Não há dose certa. Pilulas de diferentes cores e formatos. Uma para dormir, outra para comer, outra ainda para não comer, uma para deixar feliz, uma para esquecer... Coleciono manchas na mesa, retratos colados na parede suja de desespero. A primeira foi a grande culpada, ela jurou a eternidade e me deu um mês. A segunda me deu mais esperança do que qualquer outra coisa, A terceira não me deu nada, só vergonha, filha da puta. Acho que perdi a vontade, o interesse na verdade. É tudo lindo no início , e então acontece, e morre como uma flor comprada na floricultura mais cara da cidade. Tenho um curto prazo de validade, entende? Aqui nada para por um tempo, Segue-se a busca desenfreada pelo perfeito que não conheço e não vou conhecer. Quero sempre o que não tenho, o que não se pode ter. Um medo absurdo de vencer, apreço pela derrota que não sei explicar, é foda. A folha continua branca, nada nasce nada cresce. me vem imagens agora , possíveis movimentos errados, palavras, atos. A calma da poesia desesperada. "não há merda que se compare à bosta da pessoa amada" Não há nada, o bigodudo tinha razão. Quem sabe não há nada, apenas paranoias embaladas por haxixe. Apenas alucinações ansiosas da mente entorpecida por palavras de desassossego e desespero . Quem não sabe o poder que tem ? Ou o poder que não tem, a insegurança do ser à procura da essência. Paranoia, ácida paranoia do dia seguinte, semana seguinte. Quem sabe não é até abstinência. Uma semana, um dia , dez horas e sete minutos. Seria inútil contar os segundos, que são tão apressados ao seu lado. Pareço atordoado, pareço não, sou, mas quem liga? Aqui e ali todos estão tomando pilulas, para dor de cabeça, para gastrite não desejada, para não desejar , para não ser, para controlar. Voltamos às pilulas coloridas , ou brancas. Diria que algo anda errado. O cano da arma apontada para minha garganta agonia-se e quase cai de sono , não aguenta mais ouvir a conversa , ele só quer fazer seu trabalho e voltar pra sua casa e tomar suas pilulas para dormir. E para que reprimir o ser? Por que não falar eu te amo dez vezes por ano? Esse medo de amar e ser amado, essa confusão enlouquecida, chapada. Exigem-me uma resolução para a folha em branco. Que se fodam os burocratas e seus relatórios. Só me falta a paz , só me falta uma ligação. Em menos de um mês tudo vira água, que nos molha por inteiro e escorre para o bueiro.
sexta-feira, 8 de março de 2013
A melancolia era tão grande que seu peito explodia a cada batida do coração. Ele sorria na rua, contava piadas e cantava músicas antigas para que as lágrimas de aflição não saíssem rolando. Não há nada, mas ao mesmo tempo parece que perdeu-se tudo. A melancolia, a esperança, o medo... Não sabia na verdade o que era, mas bom não era.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A Monarquia do Caos
Aqueles olhos cansados de brilhar inutilmente brilham novamente sem poder controlar. O som evolui, torna-se algo que se sente, preenche o vazio que há naquele corpo que sai todos os dias , mas não encontra um rumo , não sabe onde acabar. Mas pensando bem, quem sabe? Quem me obrigou a definir um caminho , uma rota? Confabulamos o fim da hipocrisia e de uma era ilógica , moldamos o mundo ao nosso pensar e que se foda o que irão falar. Que se foda o tempo, que bem ou mal passará. Que se foda a noiva e sua linda sala de estar. Que reine meu mundo , que o louco seja coroado para que possa então em sua coroa cagar!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Ilusão
O passado, o agora, as vozes caladas de outubro, os versos deixados de novembro, que deixaram de nascer .
Mas sabe, quando eu lembro sinto o mesmo,
Mesmo com outros olhos
Mesmo com outros olhos
Mesmo com um novo som nascendo de dentro , pulsando para um outro lado
A chuva não é de novembro, mas se quiseres me amar, não tenhas medo, ainda podemos esperar
Precisamos de um tempo,
Um verão
Uma canção
Ou uma ação...
O caminho segue, não leva à lugar algum,
Deixei-o andar, procurar um lugar, uma luz que piscava e agora chega perto
As chuvas ainda caem, as tardes ainda voam na lembrança do nada que vivemos
Roma ainda nos aguarda em algum momento , na escuridão, imaginação, não sei
Que role a canção, o verão e mais uma data voada, esquecida no meio de tantas que passam
Só precisamos de um tempo, um verão, uma estação,
Ou não...
domingo, 7 de outubro de 2012
ROMA
Rio de Janeiro tem duas estações do ano: verão e inferno. Ainda estava no verão, mas o sol pulsava forte e na beira da praia mais famosa do mundo ele estava de calças jeans e fumando um cigarro. O gosto amargo do tabaco já o irritava, mas era melhor do que o nada que se instaurava . Estava de saco cheio do vazio que era aquilo tudo, um presente mal vivido. O suor começava a escorrer de sua testa, sua vontade era de subir o o corcovado ou qualquer outro morro maldito e com os olhos vidrados voar. Sentir o vento bater e aliviar o calor de existir, de fato não se importar.
Estava mais de duas horas atrasado, mas foda-se, decidira que não se importava muito com isso, quando desse vontade iria com calma. Ele rodava entre dois quarteirões, nunca se afastando muito dali. Não parava, mas simplesmente não conseguia se afastar. Não que tivesse alguma coisa para fazer por lá, talvez uma esperança louca de poder viver por ali, estender um pano e dormir na calçada esperando um milagre, acho que na real era isso que ele queria, simplesmente estender um pano e fazer plantão na calçada esperando um maldito milagre. Buscava revirar lembranças e enfim descobrir onde errara, onde começara a ficar tudo fudido.
Começava a anoitecer e os retardados aplaudiam o pôr do sol , O desprezo era evidente em seus olhos. Já ouvira muitas vezes que era invejoso, mas na real era puro desprezo mesmo, julgava-se superior ao mundo. Egocentrismo talvez, inveja não. De qualquer forma afastava-se da muvuca de jovens praieiros que estava ali, voltou-se à calçada e sentou no meio fio para mais um cigarro. O mendigo pedia esmola para sua fuga, ele não contribuiu com nada, tinha pouco e na real era meio egoísta também, mas deu um cigarro à ele e desejou boa sorte na mendicância. Pensava agora, olhando para o cigarro, se o avião já teria partido. Provavelmente estaria frio lá, melhor que o inferno daqui. Mais uma viagem, mais uma temporada entorpecida. Olhando a fumaça azul invadindo o céu já escuro foi inevitável o pensamento:
-Estranho, ela que adora viajar, nunca falou de ir à Roma.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
E se...
As vezes penso como seria se não tivesse começado, como seria sem aquele all-star de cano alto que eu odiava... O que seria de mim sem aquela banda que nunca teve um ensaio, que servia apenas de pretexto para amar.
Se eu não tivesse te conhecido você teria um número a menos na sua enorme lista de contatos, o sexto lugar não seria mais meu. Com certeza eu teria economizado muitas lágrimas amargas, não teria sofrido tanto e as mentiras teriam sido menores... Mas também, se não tivesse te conhecido, como eu iria gastar a tinta da minha caneta?
(escrito em 2008)
Se eu não tivesse te conhecido você teria um número a menos na sua enorme lista de contatos, o sexto lugar não seria mais meu. Com certeza eu teria economizado muitas lágrimas amargas, não teria sofrido tanto e as mentiras teriam sido menores... Mas também, se não tivesse te conhecido, como eu iria gastar a tinta da minha caneta?
(escrito em 2008)
segunda-feira, 18 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Noite
O café esfria parado na mesa enquanto espero o mundo girar. Não me bastam mais as aventuras alheias, chegou a hora de ter minha propia viagem, meus sonhos, minhas esperanças... Ali do lado, pela janela passou o mundo em procissão procurando luz no meio do caos, mas meu abajur se escondeu por trás das cortinas e eu vejo-os passando desesperados sem saber o que fazer. O cachorro olha com olhar de criança preocupada, sabe que algo esta errado, mas não sabe o que e.
Mais uma noite nasce vazia, sem esperança de ser bela, mais uma noite morta por covardes perdidos que não sabem o que fazem, apenas fazem. O ultimo trago, a ultima volta do relógio . Podem rezar por um alvorecer maravilhoso, apenas não se sintam culpados...
As chamas se apagaram e o combustível se foi. A escuridão se fez valer nada pode ou deve ser feito. Melhor dopar a noite, ela será longa e sonolenta
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Um momento em que tudo que pensava vai desmoronando, se desfazendo em poeira solta ao vento. Seus credos, seus princípios, caráter , até seu ideal estético . Quando olha-se para trás e nada faz tanto sentido assim, a certeza de ontem agora é a maior besteira. Quando as vozes ao redor já falam tão alto que seu único pedido é que ela pare, se silencie por alguns minutos, um tempo para o silêncio prevalecer antes que a cabeça exploda .
A música mudou por completo, e o que eu jogava no lixo agora é o básico, o bom agora é vergonha. É até um pouco triste , não sei se antes era melhor ou se melhor está agora, as inceterzas são as mesmas, mas agora disfarçadas de importantes causas filosóficas que não passam de choro de criança. O grande acadêmico, o grande intelectual, as mesmas invejas. Os olhares do lixão são visíveis.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Sonho de carnaval
E voltar e voltar novamente ao mesmo sonho,nos mesmos olhos...
Torcer para que nada tenha sido falado à beira da rua
Fingir que aquelas lágrimas não caíram depois que você entrou no carro e foi embora
O som insuportável daquela palavra de três sílabas que me atormenta até agora reverberando na minha cabeça sem parar ao menos um minuto
O som do caos impera na rua , assaltantes disparam ameaças , putas fazem suas propagandas, o funk carioca explode alto na caixa de som, mas aquelas sílabas não param de ecoar e me lembrar do fim sem começo...
Perdi sem realmente ter. Está virando rotina...
A noite é longa, lá se vão mais de duas semanas sem luz. Me perguntam onde anda meu amor , respondo que foi tirar férias e ainda não voltou!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Fracasso
Ele fracassa e não sabe o que dizer, se envergonha, olha para um lado, para o outro, todos perdedores... Acendo um maldito cigarro, merda, ele acalma. Nunca soube lidar muito bem com perdas, derrotas, enfim... Gosto dos desafios , geralmente saio vencedor, nem que seja para falar ao mundo que perdedor é o cu da mãe! Ele, Eu, foda-se, não importa agora. Meu cigarro queima devagar e me lembra dos terrores. Uma gota de suor cai no chão de terra, maldito calor carioca em pleno verão no século XXI , maldita porra de aquecimento global.
Não tenho paciência para pessoas falando, muito menos essas pessoas que só falam besteira. Suas falas são quase como diarréia recém saída do ânus todo fudido da puta mais barata da cidade. O ódio escorre pelos cantos da boca, todo mundo ali sabe que ele não está nada satisfeito. A idéia de chegar ali no dia seguinte , puxar uma 45 e meter cinco tiros na cara do filha da puta ainda não morreu, pelo contrário, parece uma idéia muito boa. Uma longa tragada, a fumaça sai pelo nariz.
Há algo de podre no reino da Dinamarca!
Não é todo dia que o sol brilha, no caso do dia de hoje ele brilha, brilha até demais no calor de 47° do Rio de Janeiro, mas seu brilho não está voltado pra mim hoje, está focado em me fuder com esse calor e os acontecimentos. Jogo a ponta do cigarro no chão, duas ou três pessoas me olham torto pela atitude porca, mas que se fodam, hoje estou sem paciência. Olho torto para dois ou três infelizes que nada me fizeram e decido ir embora.
"Estou partindo!" Falo para os putos que ali estavam comigo, eles cagam para minha declaração e continuam na conversa vazia que mantinham antes. Ligo uma música no fone de ouvido, Led zeppelin I, fecho os olhos e sigo andando pouco me fudendo para os carros que passam voando ao meu lado ou para a a fumaça alheia, para os barulhos estranhos de desocupados e ocupadíssimos andando nas ruas. Sigo em frente sem fazer curvas nem olhar para traz e o mais importante: sem desviar dos putos à minha frente...
domingo, 21 de agosto de 2011
Diamante
Revoada de sonhos felizes nadando em espiral pelos rios alucinados do meu corpo. Luzes cegantes em direção aos olhos de diamante, que com o brilho ilumina o rosto. Flores se abrindo em beijos eminentes que circulam e circulam e não param nunca. É o caso infernal de olhares opostos quem queimam meus pensamentos! O Corpo age estranho, não obedece, a língua solta segredos infernais mas o abraço apertado é o limiar do bem e do mal!
Sinos tocados com tentáculos distantes, A bruxa percorre o caminho rapidamente e tanta o bote! Meus olhos brilhantes caem aos pedaços, não aceito agora. A cor me traz lembranças, extremos opostos, começo à ver quem é o que! Aqui e ali surgem vozes cantando maldizeres e a força maligna toma o poder.
Aqui os pássaros fogem e no escuro encontro os ratos passando pela noite suja. Levaram meus diamantes para longe...
terça-feira, 15 de março de 2011
Olhos baixos
Revoltantes aqueles olhares tristes, encabulados. Tudo poderia ter sido evitado com palavras , sentimentos falados sem medo. Poderia ter dado certo se falasse. Não acho que vá ser feliz como foi antes, não acho que vá ser normal, fiel, sentimental... Não vejo mais , fiquei cego de dor. As cores murcharam e tudo que vejo é em tom pastel, que contamina minha visão falha. Torci a cara, virei o rosto. Não tem mais jeito, não fale mais nada e por favor não me olhe assim.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
café, cigarros e melodramas
Cheguei cedo. Acendi um cigarro , pedi um café e abri meu livro. Comecei à ler , mas logo fui interrompido, de longe veio o gemido de sua voz chamando meu desgastado nome. Não estava muito longe, mas avançava lentamente , apesar das longas passadas . Parecia preocupada, de seu rosto rolavam lágrimas abafadas, que poeticamente estragavam a maquiagem.
Quando me alcançou, logo me aplicou um forte abraço e desabou em lágrimas não mais reprimidas. Pedi dois cafés e não demorou nem um minuto até começar à contar sua história triste, contava chorando muito e com palavras cheias de ódio, parecia interessante, mas eu me ocupava de olhar para seu decote exposto, para suas pernas descobertas e para seus olhos tristes cheios de tesão. Falei que tudo ficaria bem, que daria certo e a convenci com um abraço. Acendi um cigarro, traguei-o e o passei à ela acendendo mais um. Bebemos nossos cafés e falamos um pouco de assuntos inúteis. Eu falei que tudo passaria.
A porta se abriu e ele entrou, sem pensar duas vezes ela pulou em seu colo , beijou sua boca ferozmente e levou-o ao carro. Não lembro de ouvir o tchau...
Pedi mais um café, acendi mais um cigarro e reabri meu livro.
Quando me alcançou, logo me aplicou um forte abraço e desabou em lágrimas não mais reprimidas. Pedi dois cafés e não demorou nem um minuto até começar à contar sua história triste, contava chorando muito e com palavras cheias de ódio, parecia interessante, mas eu me ocupava de olhar para seu decote exposto, para suas pernas descobertas e para seus olhos tristes cheios de tesão. Falei que tudo ficaria bem, que daria certo e a convenci com um abraço. Acendi um cigarro, traguei-o e o passei à ela acendendo mais um. Bebemos nossos cafés e falamos um pouco de assuntos inúteis. Eu falei que tudo passaria.
A porta se abriu e ele entrou, sem pensar duas vezes ela pulou em seu colo , beijou sua boca ferozmente e levou-o ao carro. Não lembro de ouvir o tchau...
Pedi mais um café, acendi mais um cigarro e reabri meu livro.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Volto logo
Eu volto antes do fim de sua vida.
Não esqueça de mim...
Passei pela porta e apresentei meu passaporte. Ela ficou por lá, não chorou, não exibiu sorrisos, nada. Engoli em seco e segui pela polícia encaminhando-me ao avião. Ela não se moveu, permaneceu ali sozinha e calada sem esboçar sentimentos nem reações.
Fui-me embora. Não volto tão cedo
Não esqueça de mim...
Passei pela porta e apresentei meu passaporte. Ela ficou por lá, não chorou, não exibiu sorrisos, nada. Engoli em seco e segui pela polícia encaminhando-me ao avião. Ela não se moveu, permaneceu ali sozinha e calada sem esboçar sentimentos nem reações.
Fui-me embora. Não volto tão cedo
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
E fazem anos de felicidade no espaço de simplórios 7 dias. Minha angústia foi curada , toda dor saía em revoada no exorcismo do pessimismo. Mas agora só quero ver , só penso nos olhos de cores claras que hipnotizaram minha vida. não penso em mais nada, a boca rosa levemente aberta para o errado que tornou-se certo. O limite foi quebrado, não se sabia direito o pecado e o perfeito, Não ligava muito, praticamente explodia-me meus sonhos e não me deixava dormir ao olhar seus olhos.
O sol nasce, não é mais seguro, não se sabe mais nada do mundo, perco minha musa e não sei mais o que fazer. Quando verei-a novamente? Pode ser hoje, em um mês, não sei. Estou meio perdido por enquanto, mas ainda vivo aquele encanto , aquela fantasia que nem acredito direito.
O sol nasce, não é mais seguro, não se sabe mais nada do mundo, perco minha musa e não sei mais o que fazer. Quando verei-a novamente? Pode ser hoje, em um mês, não sei. Estou meio perdido por enquanto, mas ainda vivo aquele encanto , aquela fantasia que nem acredito direito.
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