sexta-feira, 26 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Diamante


Revoada de sonhos felizes nadando em espiral pelos rios alucinados do meu corpo. Luzes cegantes em direção aos olhos de diamante, que com o brilho ilumina o rosto. Flores se abrindo em beijos eminentes que circulam e circulam e não param nunca. É o caso infernal de olhares opostos quem queimam meus pensamentos! O Corpo age estranho, não obedece, a língua solta segredos infernais mas o abraço apertado é o limiar do bem e do mal!
Sinos tocados com tentáculos distantes, A bruxa percorre o caminho rapidamente e tanta o bote! Meus olhos brilhantes caem aos pedaços, não aceito agora. A cor me traz lembranças, extremos opostos, começo à ver quem é o que! Aqui e ali surgem vozes cantando maldizeres e a força maligna toma o poder.
Aqui os pássaros fogem e no escuro encontro os ratos passando pela noite suja. Levaram meus diamantes para longe...

sábado, 20 de agosto de 2011

Lunae praesens

Me olha de lado e sorri!
O perfume dança na minha nuca
Me transporta para um sonho
A lua reflete no azul
Ouço gritos e sussurros
Aqui e ali olhares
Me convença de que sou errado!
Não quero a razão dos loucos
Me esconde nos seus olhos
Me afaga com teus lábios
E me faça sorrir um pouco!

Guerra dos olhos

E na imensidão dos olhos azuis
A flor desperta do sono
Sem medo algum de ser feliz
Com palavras gemidas
Andar trôpego de verdades
Diz-me se és tu alguém de bem!
Grita aos olhos tristes da dança
Que esse tango não danças mais
A noite é fria nos trópicos
Te abraço como deveria ser
E a fumaça percorre um caminho contrário
Há sempre o risco de se perder
Para morrer basta viver
Garantias não são sérias
Me protegeria, se eu fosse você

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mentiras

Não me entenda mal, não sou o que parece
Mentiras escritas em papéis sujos
Manchas de vinho em cadernos enrugados
As palavras maquiam o rosto sujo

Palavras frágeis que transpiram medo
Um quarto esfumaçado sem nada pra fazer
Um copo vazio, que preencho com uisque
Um Corpo cansado que cambaleia triste

Desculpa, mas é tudo mentira
Escárnio sem noção alguma
Ressaca maldita de noites úmidas

Não faz sentido, assim atirado sem perdão
Não, eu sei que não...
Quem disse que a vida tem razão?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Identidade falsa

Um perdido, não sabe o que quer
Perdoe as mentiras descaradas
Não ligue para este que vos fala
Já não sabe quem é, ou quem foi
Não sabe o que quer
Só sabe reclamar, atuar.

Mundo inventado
Perdido em sonhos falsos
Fugindo da realidade
Como quem foge do inferno falado

Cores falsas
Tranquilidade disfarçada
Ninguém sabe mais quem sou
A imagem no espelho não me diz nada
Identidade castrada
Maquiagem para sempre

As palavras tortas, distorcidas
Um herói falso
Que tenta mostrar-se
Mas nada sabe
"Perdoe-os Pai, eles não sabem o que falam"
Nunca souberam...

Barco errado

Não entendo muito disso
É novo, inédito
Não morra pois quero eu morrer
Não sofra , quero eu sofrer

Sai correndo, não me segue
Vai tudo sair errado
Minhas velas fudidas não aguentam
O capitão está descompensado

Não quero estar do outro lado
Mudanças me confundem
As palavras são mais fáceis

O tempo foi tão rápido...
Por segundos não me destruo
Mas ele aqui, ficou parado